quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É dia 21

7 maldades alheias

É teu aniversário e eu aqui, duas horas pensando no que dizer. Mas tudo bem que só é o décimo aniversário desde que te conheço. Que é quase uma vida. Que é metade da sua, falando nisso. E acho que quanto mais você conhece alguém, menos você tem pra dizer. Porque quase que não precisa, tá tudo mais ou menos dito.

E também porque o que eu diria aqui não faria sentido pra mais ninguém e nem teria a mesma graça. Das nossas histórias só a gente viveu, só a gente sabe como foi.

Também acho essa coisa de ficar falando de amizade meio brega e sentimental demais. Que nossa amizade não tem nada de brega, que a gente mais ri do que qualquer outra coisa. E se alguma coisa deprime uma a outra já dá um jeito de fazer nascer umas risadas.

Aniversário dos outros tem dessas de fazer você pensar em quanto alguém é importante e eu penso isso o tempo todo. E a partir de hoje vai saber que toda vez que a gente estiver com nossos amigos num Burger King 24 horas rindo das histórias de colégio, ou num churrasco muito louco com um monte de gente que a gente não conhece, ou numa maratona de filmes do Harry dizendo todas as falas em inglês, ou num show de alguém que a gente nem gosta tanto assim, ou mesmo nessas briguinhas idiotas que a gente tem às vezes, vai saber que eu vou estar pensando “Cara, que sorte eu tenho em ter uma amiga tipo a Yan”.

E que essa enrolação toda era só pra tentar dizer que eu quero que você seja tão e tão e tão e tão e tão e tão feliz que fica até meio difícil de explicar. Mas vai que daqui uns 30 anos você entende, quando a gente tiver rindo das histórias de agora. Porque eu espero que nem um milésimo dessa amizade se perca nesse tempo, que ainda tenha muitos aniversários e bolos de Kit Kat e München Fest ou qualquer outra coisa que a gente inventar.

Enfim, feliz aniversário! Que tudo, tudo mesmo saia como você planejar.

Vou estar aqui sempre que você precisar, você sabe. Te amo muito.

E enjoy your cake ;)


- O quanto vocês são amigas?

- Do nível que se ela matar alguém eu ajudo a esconder o corpo e não faço perguntas.

domingo, 4 de setembro de 2011

Resenha #4 - Teia Virtual

2 maldades alheias
Esse mês chegou pelo correio o livro Teia Virtual, do autor Carlos Eduardo R. Bonito. E eu logo de cara olhei a capa e pensei "Hm, talvez não vá gostar". E naturalmente entrei em pânico porque uma critica negativa certamente me levaria, quem sabe, a uns comentariozinhos irônicos e coisa e tal.
Quando comecei a ler percebi que a coisa ia ficar interessante e vou explicar porque. É que lá está ele, o promotor bonitão Alexandre cheio de casos pra resolver. Muitos assassinatos. No começo ele não percebe, mas os casos tem muito em comum. Mas a colega de trabalho, beth, percebe e junto com Helena resolvem começar a investigar. Aparentemente todos os assassinos foram incentivados a tais atos por um homem sem escrúpulos que se aproveita da dor dos outros para se aproximar. Quando Alexandre se dá conta ele já está envolvido demais. E esse homem, que se auto intitula Anjo da Morte adora brincar. Ele sabe, por exemplo, de todos os problemas que Alexandre tem com o irmão mais novo, sabe do seu desencontro amoroso com Helena e mais algumas coisas. Então os 3 se envolvem meio na louca numa missão de capturar o tal Anjo.
É um livro fácil de começar, ele meio que te envolve. Você tem um cara mau inteligente e com senso de humor, como todo cara mau deveria ser. E você tem o mocinho, não um idealizado, mas um com defeitos que de tão teimoso até te irrita às vezes.
Fica evidente que a trama foi cuidadosamente planejada. O narrador muda constantemente o que permite que você tenha uma visão mais ampla da história, sem que isso a torne meio confusa. Os capítulos são pequenos e a linguagem é de fácil entendimento, escrito especialmente pra prestar atenção no enredo e não nessa ou naquela palavra difícil dispensável.
É, tem um ou outro lugar-comum e uns diálogos mais ou menos, mas o final, DEIXA EU TE CONTAR, é muito inesperado. Vai te pegar de surpresa e fazer toda a leitura valer a pena. Um livro pra parar só na última página.


"Meus sentimentos não provinham nunca do coração, enquanto que minhas paixões vinham sempre do meu espírito."
 
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