terça-feira, 27 de julho de 2010

Alguém como você

Eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando assisti TITANIC pela primeira vez. O filme acabou comigo! Eu tinha certeza que ia sofrer um ataque cardíaco a qualquer momento (mesmo que não soubesse o que isso significava). Tivemos que pausar o filme pra eu me acalmar. Sem exageros, foi o que aconteceu. Como assim o Leo DiCaprio morrendo? Quer dizer que um navio com mais de 46 mil toneladas afunda e só tem UMA MALDITA PORTA boiando no atlântico?
Acho q foi aí que começou meu vício pelos filmes. Sejam eles de qualquer gênero. Mas de uns tempos pra cá nenhum filme tem me surpreendido. Geralmente você sabe o fim desde os primeiros 5 minutos. E não foi diferente com Someone like you, um filme de 2001. Eu nem tava no clima de ver esse tipo de filme, mas como o elenco incluia o Hugh Jackman, achei que valia a perda de tempo. E mesmo que o final fosse previsível, o filme me prendeu em todos os seus 100 minutos.
É contada a história de Jane. Ela trabalha nos bastidores de um filme de entrevistas, então ela conhece um cara, eles ficam juntos, e quando ela vai dar o passo de morar com ele, ele termina tudo. É aí que a história realmente começa. Também tem as teorias que Jane desenvolve, categorizando todas as mulheres em "vacas novas" e "vacas velhas". É mais ou menos assim. O homem está com uma mulher (a vaca velha) e então conhece a vaca nova. Se encanta por ela, larga a vaca velha. Até, claro, a vaca nova se tornar vaca velha. Então ele sai em busca de uma nova vaca nova. Entrando num círculo vicioso muito cretino.
Toda essa coisa de vacas velhas e vacas novas me vez pensar no que faz da vaca nova uma vaca velha, e o que faz com que a vaca velha perca sua posição de vaca da vez. Primeiro vamos esquecer essa conversa de vacas. Como o personagem de Hugh diz no filme, não somos vacas nem bois. Somos todos humanos e agimos de formas distintas, não por instinto.
Foi aí que eu percebi que o segredo está no "nova" e no "velha". O segredo é a novidade!
Todo mundo vive a mesma coisa. A rotina nos mata um pouco cada dia. Então quando surge a chance de viver algo novo, você se agarra a ela com unhas e dentes. Não estou defendendo a poligamia nem nada, é de um modo geral. Até aqueles que dizem que não gostam de mudanças, que sentem medo do diferente tem que admitir que o inesperado é sempre um prazer. Pode ser incômodo quando você não sabe o que fazer numa situação inédita, que ninguém nunca passou antes e você não tem nenhum exemplo de ações pra seguir, mas as sensações que isso te causa depois são impagáveis.
O improvável sempre faz você se sentir vivo. Faz com que contemos o tempo dia por dia e não semama por semana, como muitas vezes acontece. O surpreendente sempre é mais atraente. Quer ver?
Imagine que é dia dos namorados, e a pessoa com quem você está saindo fez reserva num restaurante bacana um mês atras. Vocês vão ao cinema, depois jantam se encarando abobalhados por cima da mesa, se perguntando como teve tanta sorte. Lindo, né? Não, não é lindo! É previsível!
Agora imagine que você está saindo do trabalho/faculdade e a pessoa com quem você está saindo está te esperando de carro, uma garrafa de vinho barato no banco de trás e um lanche comprado as pressas no Mc (e sim, a pessoa lembrou que você sempre pede sem cebola). Então vocês dirigem até a praia ou algum outro lugar e assistem o por-do-sol juntos no capô do carro.
Cinematograficamente ou não, tenho certeza que se você nasceu depois de 1940, você prefere a segunda opção. Por que? Porque o inesperado é sempre melhor! A surpresa te envolve e te suga.
Hoje é terça-feira, não deixe que o resto da sua semana seja "o resto da sua semana". Deixe com que sejam quartas e quintas e sextas. Surpreenda! Faça alguma coisa que nunca fez ou que não faz há algum tempo, pegue a última sessão de cinema, acorde uma hora mais cedo e caminhe um pouco, alugue um filme que nunca ouviu falar, apareça na porta de quem você ama com o café da manhã, chame uns amigos pra andar de kart depois do trabalho em plena quinta-feira, ligue pra alguém que você não vê a anos. E o principal, não faça nenhuma dessas coisas que eu disse. Surpreenda a si mesmo.




How was I to know you would upset me.

7 maldades alheias:

Lisi disse...

Haha já assisti o filme que a mulher compara td com vaca!
Eu estou necessitando surpreender eu mesma :s
haha

;*

Elaine disse...

Guria da onde você pegou esse texto?? kkkkkkk brincadeira... muito bom!
beijos e como eu devo surpreender! Realmente sinto falta da nossa amizade!! =D

Anônimo disse...

oiiii
esse simm eu li
qndo comecei a ler pensei q vc ia falar de crepúsculo
até me animei aqui
pura ilusão
uehiuehuiehiuehieuh

não é surpreender, o esquema é nunca namora mesmo
:D
saudhasuhdiuhasiudh
sim ou naaaaaaaaaaaaaaao?

bjbj
Yan da Silva

Ana disse...

Adoreeeiii!!
Mas acho que só as mulheres pensam nisso.
Para o homem fazer uma supresinha qualquer parece um sacrificio, deve ser medo que o .... caia.

Roberson disse...

Deveria ter me surpreendido e não lido seu texto, Lud! Mas não consegui uma vez que seu blog sempre me será uma "vaca nova". =D

E o "surpreender-se" nunca deve se tornar um dever, pois assim cai numa rotina e o seu efeito acaba, olho lá hein!?

Beijos!

Johannes Dudeck disse...

Poxa,parabéns pelo design do blog,amei. Belo texto..>Realmente,concordo com vc.. o inesperado é sempre bem vindo..se for posito,é claro. Hoje eu n fiz nada de surpreendente =\.. só li o seu texto final da noite .rsrs.. abração =)

Dayane Pereira disse...

Adoro surpreender, mas confesso q tenho medo qnd eu sou a vítima!
Sei la, exposição, tenho medo.
Mas se não for assim, ok, sem problemas, é bom fugir da rotina, das imposições.

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