terça-feira, 13 de julho de 2010

tarde demais, nascemos

(sim, voltamos!)

Acontecimentos recentes me fizeram pensar. E pensar. E pensar.
Na verdade foi o que eu fiz a noite inteira.
Em uma de suas crônicas Martha Medeiros comenta o livro de Philip Roth, O animal agonizante. As pessoas ao nosso redor tentam nos protejer do mundo e tudo de mal que ele pode trazer. Mas já é tarde demais, nascemos. Depois que nascemos já estamos todos no mesmo barco, sujeitos às mesmas coisas. E que coisas, você me pergunta?
São as alegrias, tristezas, desiluções, mentiras, culpa, tudo tudo.
O que assusta é não saber o que vai acontecer. É ter que, como todo mundo, esperar que a vida mostre seu rumo. O que assusta é não ter certeza de nada, é viver andando na corda bamba, tentando a todo custo se equilibrar enquanto lá embaixo alguém torce pra você cair. E não existem redes.
É assustador pensar demais. Quem nunca quis desligar os pensamentos por alguns minutos. Ok, talvez alguns dias? Sem mais sofrer, sem mais sentir a culpa na boca do estomago, dormir melhor, comer melhor, sorrir mais. Mas infelizmente isso não é possível.
Desculpem acabar com as últimas esperanças de vocês, mas o mundo é esse lugar horrível que parece, sim. Você será magoado e vai magoar. É claro que você preferiria se magoar, do que magoar outra pessoa. Mas somos todos imperfeitos, cometemos erros (alguns mais que os outros), choramos, fazemos escandalos por besteira, não damos valor as pessoas que merecem, somos egoístas, queremos entender o que os outros pensam, mas não entendemos a nós mesmos. Buscamos a saída para os problemas nos lugares errados, e cometemos erros nos lugares certos. É dificil demais acertar.
Freud acreditava que vivemos pra buscar a satisfação plena. Mas ela não existe. O que empolga, o que emociona, o que nos chuta na cara é a busca. Buscamos ser felizes, muitas vezes sem mediar as consequências. Buscamos o amor, mas é dificil quando, profeticamente falando, o amor de muitos se esfria. Bukowski que era feliz, aquele velho bêbado. Desistiu da busca antes que fosse tarde demais. A felicidade estava no fundo de uma garrafa de cerveja, e era só o que ele queria.
Então, o que nos resta?
Desculpem, eu não sei a resposta. Tem muita coisa que eu não sei. Eu cometi todos os erros citados acima. Somos humanos. Todos nós.
Peço desculpas a todos que magoei, por todas as mentiras que já contei, por todos os tropeços, todos meus defeitos que eu não tentei mudar. Minha humanidade permite que eu assuma a culpa pelos meus atos. Minha humanidade permite que eu me arrependa.
Vou terminar com o conselho que Martha Medeiros nos oferece constantemente em suas crônicas.
VIVA
Viva, mesmo que pareça difícil. Viva, mesmo sem vontade nem habilidade. Viva, pra esperar a planície depois de curvas erradas. Viva, viva, viva. Lá fora o sol nasceu por você, pessoas estão torcendo pra você. "erro-após-erros" nos erguemos. Vivamos, viamos e vivamos pra esperar as lágrimas secarem, vivamos por acreditar que a alegria vem pela manhã.
Erre menos.
Sorria mais.
Chore menos.
Ame mais.
Viva mais.

4 maldades alheias:

Anônimo disse...

Que bom que voltou, Tina! E voltou em grande estilo. É bem verdade que todos já sabemos de tudo isso que você falou, porém poucos tem a coragem de se expressar como você fez. Concordo com você quando diz que pensar demais às vezes faz mal. Pelo menos você pensa e compartilha sua reflexão com os outros. E sinta-se desculpada!! HAHAHA

Rober

Anônimo disse...

que depre
mande se fude
e qualquer coisa vem fala comigo
euhiuehieuhieuh

bjbj yan

Lisi disse...

Orra, falouu tudo! ;)

;**

Máátheus Queiroz disse...

ehueuhhuue! legal é ver os anônimos falarem, muito bom gostei do texto e gostei do blog também, ele é bem neutro e gostoso de entrar, virei aqui com freqüência


Que tal ler textos alheios baseado em um humor critico e as vezes até pessoal?
Leiam meu novo post chama-se "It's On - Camp Rock 2"

http://assunto-jovem.blogspot.com/

depois me fala o que achou, pode ser?

Não quero ganhar visitas quero que leia meu trabalho.

boa semana a todos =D

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