terça-feira, 16 de novembro de 2010

Particular

0 maldades alheias
dezoitodenovembro

Quero que fique claro que embora NÃO acredite em reencarnação (e na verdade não acredito em muita coisa) tenho que admitir que muitas vezes essa é a única explicação possível, principalmente no que se refere aos poucos meses que te conheço e que mais parecem décadas. Me parece até que muita coisa, de alguma forma, eu já sabia antes mesmo de te conhecer.
Antes de continuar devo dizer que de TODOS os modos possíveis pra você aparecer na minha vida foi acontecer justo o mais estranho, o mais bizarro e o mais improvável de todos. E de tão estranho, bizarro e improvável me parece impossível que se trate só do "acaso". Parece mesmo ter sido cuidadosamente planejado por algo ou alguém além de todos nós. E alguém com senso de humor.
E quando paro pra pensar no que havia aqui antes da sua chegada me vem a certeza de que só posso definir isso como ESPERA. Porque só a espera pode ser substituída pela certeza de se ter achado. Essa é a terceira explicação possível. Não confunda o que estou dizendo com sentimentalismo. Não é disso que se trata. Só estou expondo fatos que talvez não devessem ser expostos assim dessa maneira. Pensada. Falada.
A quarta explicação está nas muitas vezes em que me veio a sensação repentina de que em outro tempo, em outra vida, em outro mundo devemos ter sido outras pessoas. Ou pessoas diferentes. O que explicaria essa coisa na boca do estômago que não consigo definir e o frequente desespero que não pode ser mensurado. E de novo estou falando de desespero. Às vezes fica dificil me afastar desse assunto pois me sinto completamente a vontade com ele. É claro que hoje não é o dia certo pra falar nisso, mas sempre me perco quando me sinto na obrigação de dizer alguma coisa pra alguém. Como em aniversários.
É que o habitual "feliz aniversário" me irrita um pouco. Porque a verdade é que não faço questão que você tenha um feliz aniversário, mas que todos os seus dias sejam assim. E se pensar bem, se todo os 364 dias do ano fossem felizes e apenas o seu aniversário fosse desagradável, todo o resto seria bem mais suportável.
Outra coisa que me irrita é essa frase ser assim tão óbvia. Ainda não ficou claro que eu espero que seus dias sejam magníficos? Não é evidente que em minhas "orações" sempre peço pelo seu bem-estar? É lógico que torço ardentemente pelo seu sucesso. Só que não deveria haver um dia certo pra dizer isso. Deveria ser uma certeza diária. De que apesar de TUDO eu quero, sempre quis e sempre vou querer o seu bem. Espero que um dia você entenda ao menos um pouco o quanto significa pra mim e o quanto me importo com você. Não importa que mais ninguém acredite, não importa o que os outros pensem, só você importa. Tem pelo menos um milhão de coisas que só a gente entende.
Eu sei que muitos dos meus atos até agora dizem exatamente o contrário. Sou a primeira admitir que fiz muitas curvas erradas até chegar aqui. É claro que me arrependo de muita coisa mas talvez não tanto quanto deveria porque de outro modo eu talvez não teria conhecido você. E quem sabe exista uma explicação de porque teve de ser desse jeito. Mas enquanto a explicação não chega eu espero que você me perdoe. E se um dia, nem que seja só um dia, eu for responsável por um sorriso no seu rosto tudo vai ter valido a pena.
Enfim, não vou mais tomar seus minutos. Imagino que tenha muitos "parabéns", "felicidades" e "tudo de bom" pra responder. E por falta de jeito melhor pra terminar, vai assim mesmo. Feliz aniversário.




"Mas estou aqui, continuo aqui não sei até quando, e quando e se você quiser, precisar, dê um toque. Te quero imensamente bem, fico pensando se dizendo assim, quem sabe, de repente você até acredita. Acredite.''

sábado, 6 de novembro de 2010

Possibilidades

3 maldades alheias
Talvez eu devesse, desde o começo dos começos, não ter sonhado tão alto. Talvez só um pouco mais baixo, deixando apenas a ponta dos pés tocando o chão, já seria o suficiente. Mas não. Eu tive que escolher viver sempre flutuando. Quando eu era criança a esperança era infinita e os sonhos ultrapassavam os céus. Mas quando se cresce a esperança fica escassa e os sonhos não foram avisados disso. Começam a morrer de fome e de sede, lambendo as fagulhas de esperança dos cantos pra sobreviver. Por que o que mais alimenta os sonhos se não a esperança de que eles podem vir a acontecer?
Tudo era tão verde. Mesmo meu mundinho particular parecia tão vasto e cheio de canções conhecidas e chocolate caindo na camiseta e tombos de bicicleta. Embora só uma parte de um todo me fosse apresentada, era o que bastava. A felicidade estava sempre a um passo de distância, ao alcance das mãos. Eu ainda lembro o som da risada. E me pergunto como pude ser tão irresponsável a ponto de perdê-lo. Onde foi que o deixei? Talvez espremido entre o som de um insulto e um soluço. Talvez eu tenha desaprendido a ouvir.
Então um dia uma estranha no espelho me disse que estava na hora de crescer. E me ensinou a ser realista. E me ensinou uma palavra nova: Possibilidades. Despedaçou e queimou meu mundo perfeito erguendo um verdadeiro inferno sobre as cinzas. E a esperança virou uma lembrança, uma sensação fria no lugar, como imagino que seja pra quem perde um braço ou uma perna. E me convenceu de que o melhor a fazer era esconder meus sonhos dentro de uma caixa com tranca, como se fossem um segredo obscuro.
Mas confesso que enquanto a estranha não está olhando eu abro a caixa. Eu olho pra eles, seguro firme entre as mãos e me permito acreditar, só por um segundo. Eu os alimento. Afinal eles são meus. Eu deveria poder fazer com eles o que quisesse. Acontece que nem todos os sonhos podem tornar-se realidade, não importa quão forte seja a vontade de realizá-los. Mas como eu poderia saber disso anos atrás, quando os construí? Se quando os moldei em minha mente tudo era possível? Agora a vida matou meu sonho.




"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, meu irmão, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas."

sábado, 30 de outubro de 2010

Retrato Falado

12 maldades alheias
Somos completos desconhecidos que se conhecem tão bem. Pelo menos eu sei que eu conheço você. Conheço seus medos, seus planos, os traços do seu humor. Sei o que te entristece e o que te faz sorrir. Às vezes até sei exatamente o que você diria, em determinada situação. E escuto você dizendo, mas só na minha cabeça.
Eu seria capaz de desenhar um retrato falado da sua alma, mas com palavras.
E são todos os detalhes do seu caráter que me fazem gostar tanto de você, embora a recíproca não seja de toda verdadeira. Ao menos não do mesmo modo, mas ao seu modo. E eis uma das poucas coisas que você não permitiu que eu soubesse.
Mas chegando onde eu queria, isso foi só pra dizer que eu gostaria muitíssimo de poder manter tudo o que te causa medo bem distante de você. E também faria qualquer coisa pra ajudar a concretizar todos os seus planos, até o menor e mais insignificante deles. Traria pra próximo de você tudo o que te fizesse feliz, a fim de evitar, ou pelo menos rarear, os momentos tristes.
Quis dizer tudo isso não porque espero algum tipo de diálogo sincero ou respostas às perguntar que eu não fiz. De modo algum!
É que eu tenho tantos pensamentos. E escrevê-los me ajuda a organizá-los. Quem sabe assim eu consiga compreendê-los, assim como compreendo você.




"É que vezenquando dá uma saudade na
gente dessas coisas. São todas coisas simples.
Meio bobas, muito bonitas. Mas tudo bem.
A gente sempre pode inventar. Inventar é uma
das melhores coisas que tem no mundo"



 
Copyright © But We Got Rain
Blogger Theme by BloggerThemes | Theme designed by Jakothan Sponsored by Internet Entrepreneur